A Dra. Olívia Oléa, de 34 anos, é ginecologista e obstetra com especialização em Sexualidade Humana pela USP. Nasceu em Tupã, no interior de São Paulo, mas vive na capital há 14 anos. A nossa Amora se assume xavequeira de carteirinha e monogâmica em série. Quem sabe não rola umas aulinhas de xaveco, hein?!

Olívia diz ter duas personalidades, em um momento ela gosta muito de ficar sozinha, lendo e assistindo séries, mas que também tem uma Olivia bem rolezeira, que adora um churrasquinho e um pagode com cerveja.

Ela conta que sempre curtiu a questão da sexualidade, sempre chamando a sua atenção. “Quando mais jovem, com 15 ou 16 anos, eu recebi educação sexual e, também, no vestibular, o tema da redação que me colocou para dentro da universidade foi sexualidade”, conta a especialista.

A doutora é fundadora de um projeto de assistência chamado Coletivo Nascer  e, também, de um curso de formação paralela às universidades que visa mudar o cenário da violência obstétrica no Brasil.

A religião não é oposta a sexualidade

A Dra. Olívia tem um histórico religioso marcante. Sua família passou por uma imersão na igreja católica que a acompanhou por boa parte da sua vida. “No primeiro ano da faculdade de medicina, eu assistia uma missa no intervalo entre as aulas. Comecei o curso assim e terminei de outra forma”, conta a especialista.

A ginecologista também afirma que esse período é importante e a auxilia para falar sobre sexualidade com as pessoas que são mais religiosas e conta de um episódio em que um grupo de mulheres que frequentam uma igreja evangélica em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, começaram a passar em consulta com ela para tratar desse tema. “Elas conversavam sobre sexualidade dentro do possível de suas crenças. Apesar de alguns limites impostos pela crença, elas eram muito autênticas e criativas no sexo. Foi uma experiência muito legal atender elas durante esse tempo”, pontua.

Hoje, se considera espiritualista. “Eu tenho a minha fé, mas não participo de nenhum tipo de ritual, nada”, finaliza a doutora.

Bagagem para falar de sexualidade em consultório

“Não é todo profissional que tem bagagem para falar sobre sexualidade”, começa Dra. Olívia. “Às vezes, é até melhor que não seja abordado esse tema do que o profissional dizer alguma coisa limitante ou com juízo de valor. Isso [o julgamento por profissionais] acaba com algumas mulheres”.

Os tabus da própria medicina e da ginecologia são ligados às formas de como o profissional – e o humano – cuidam do corpo da mulher de maneira excessiva. “Eu me sentia ideologicamente e filosoficamente diferente daquilo que eu escutava dentro das instituições. O que eu falo e faço não é o que eu aprendi nos cursos técnicos, porque tem uma série de coisas que eu não concordo”, comenta.

Com um atendimento humanizado e linguagem acessível, a ginecologista trabalha as queixas que as pacientes colocam sobre a sexualidade e o relacionamento. Para se aproximar da paciente, a Dra. Olívia se mostra vulnerável e disposta a quebrar os tabus, de modo a fornecer maior naturalidade nesta relação que, muitas vezes, é tratada com mais sisão.

“Eu faço uma pequena luta, um confronto com a forma como a medicina trata as mulheres e tento transformar a ginecologia em uma consulta mais gentil”

Dra. Olívia Oléa, ginecologista e obstetrícia

Para saber um pouco mais sobre a nossa especialista, confira a resposta da Dra. Olívia para quatro perguntinhas das Amoras:

Quais livros levaria para uma ilha deserta? Dentre os já lidos, levaria ficção científica, literatura fantástica e romance – Tolkien, Asimov, Tolstoi e Jane Austen. Mas começaria por um romance de cavalaria que anseio ler: As Brumas de Avalon.

O que você faz para não pirar durante o caos? Psicoterapia semanal há 3 anos, sem previsão de alta. Dá certo! Muita lucidez e zero pânico.

O que todo mundo ama, mas você detesta? Chinelinhos de festa de casamento e lembrancinhas não comestíveis de celebrações diversas. Não gosto de coisas que não posso comer e que se acumulam. 

Música pra hora do sexo: Liniker, até arrepiou aqui!

Empolgada, a ginecologista conta da importância de trabalhar com a realidade da sexualidade: uma prática possível de ser realizada por seres humanos. Assim, as mulheres que acompanham a Amora poderão transar mais gostoso, com mais leveza, deixando as cobranças e a culpabilidade de lado. Incrível!

A equipe da Amora Prazer é formada por especialistas incríveis. Já deu uma olhada no nosso time? Saiba mais sobre as profissionais que nos acompanham!