A Dra. Maria Gabriela Aragão, 31, é nascida na Bahia e do signo de Aquário. A nossa Amora é casada e mãe de um menino de dois anos e oito meses. Ela se assume cinéfila de carteirinha e adora carimbar o passaporte. “Gosto muito de viajar e conhecer a diversidade desse mundão, porque existe muito para além daquilo que a gente vive”, comenta. Quem também não ama viajar e se identifica com a nossa Amora?

A psiquiatra com especialização em Sexualidade e Relacionamentos pela USP se apaixonou pelo universo da sexualidade feminina quando percebeu que precisava abordar o tema dentro da psiquiatria, por serem “questões muito importantes e muito potencialmente geradoras de patologias como a depressão e o transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo”, diz a especialista.

Por ter um relacionamento longo, acabo levando muito do que acontece no meu casamento para o consultório: “Meu marido também é psiquiatra e nós vemos muitas questões nos relacionamentos dos pacientes que tratamos e acabamos levando para casa para evitar que aconteça no nosso. Mas, cada casal vai cometer o seu próprio erro, independente de quantos relacionamentos eles assistam. Pensando nisso, acabo levando os erros que superei no meu relacionamento para ajudar os meus pacientes do que o contrário”, explica Dra. Gabriela Aragão.

A sexualidade é um presente divino

A Dra. Gabriela cresceu em um ambiente religioso. “Não sou uma cristã perfeita, tenho a minha fé, a minha crença e são os preceitos dessa religião os que eu busco seguir”, esclarece.

Apesar desse vínculo forte com a religião, ela não sente que existe uma barreira em seguir os preceitos de uma crença com a prática e o trabalho com a sexualidade, já que o estudo da sexualidade pode acontecer pelo prisma de muitas religiões. A doutora pontua que vê “a sexualidade como um presente divino, se nós não a utilizamos dessa forma, somos nós que estamos usando a religião como um limitante e não o divino”.

A disciplina do militarismo e as histórias do Conjunto Penal Baiano

Além do trabalho em consultório e a perspectiva com a sexualidade, a Dra. Gabriela Aragão viveu duas experiências incríveis e diferentes no currículo: por opção, serviu a Força Aérea Brasileira e, hoje, atende aos detentos de um Conjunto Penal no interior da Bahia.

Ela realizou a residência médica em psiquiatria no Hospital Central da Aeronáutica, período em que serviu pela FAB. A especialista conta que o clima do militarismo a seduziu logo no começo da residência: “Você vai sendo doutrinado e aprendendo a admirar a vida militar, você descobre que hierarquia e disciplina não se constrói de forma fácil”.

“Eu não sei se eu procuro as coisas ou se essas coisas que me procuram”, brinca. 

Quando voltava para o interior da Bahia, após se desligar do regime militar, foi convidada para ser psiquiatra em um presídio masculino. “Pensei em quão enriquecedora seria essa experiência e ‘por que não?’”, comenta a especialista. “Tenho contato com as histórias mais assustadoras, diferentes e inacreditáveis durante as sessões realizadas no Conjunto Penal”, finaliza. 

”O que chamam erroneamente de “sexo frágil” pode ser militar, psiquiatra de um presídio masculino e pode dar conta de muito mais do que pensa ser capaz”

Dra. Maria Gabriela Aragão, psiquiatra e especialista em sexualidade

Para saber um pouco mais sobre a nossa especialista, confira a resposta da Dra. Gabi para quatro perguntinhas das Amoras:

Quais livros levaria para uma ilha deserta? Eu gostaria de ter a companhia de quatro livros: a Bíblia – considero importante ter um dos nossos maiores manuais da vida por perto -, Casos e Casos: Repensando a Infidelidade (Esther Perel), Sexo x Afeto (Sheiva Cherman) e Quando Nietzsche Chorou (Irvin D. Yalom).

O que você faz para não pirar durante o caos? Aceito o caos! A gente sempre pira quando tenta colocá-lo sob controle, e de forma geral ele é incontrolável. E sempre que está difícil aceitá-lo, eu busco diversas fontes de ajuda: psicoterapia, uma boa conversa com meu marido, colo da minha mãe…

O que todo mundo ama, mas você detesta? Água de côco.

Música pra hora do sexo: Just the way you are – Barry White.

Ansiosa e muito animada, a psiquiatra conta que não vê a hora de usar da sua profissão e do seu conhecimento para além do consultório e ajudar muitas mulheres. As mulheres que acompanham a Amora.

A equipe da Amora Prazer é formada por especialistas incríveis. Já deu uma olhada no nosso time? Saiba mais sobre as profissionais que nos acompanham!