“Meu ciúme, desconfia de você

Me machuca quase sempre

O coração

Quer saber aonde é que

Você vai

Quer saber da sua vida” –

Música: Meu ciúme

Composição: Michael Sullivan 

Intérprete: Roberto Carlos

Escolhi essa música do Rei Roberto para começar a conversa. Esse trecho apresenta algumas características de quem sente ciúmes, e que no tema de hoje, foca nos relacionamentos amorosos.

Mas preciso registrar que é possível ter ciúmes de outras figuras das nas nossas relações sociais, como por exemplo: ciúmes da irmã, das amigas, do irmão mais velho e do pai.

Mas, quando o ciúme é aceitável?

Quando não traz prejuízos para o ciumento e nem para quem é o ponto do ciúme. Sabe aquele ditado que diz: “tudo que é demais, sobra”. Também responde essa pergunta. Mas o ciúme também pode ser usado a favor da relação. É quando se tem a certeza que existe um sentimento amoroso crescendo no coração. Afinal, a gente só sente ciúmes daquilo que gostamos e desejamos estar por perto. No entanto, é mais comum percebermos o ciúme em situações embaraçosas, evidenciado pelos sentimentos de perda, partida e desconfiança.

Para muitos casais, um “pouquinho” de ciúmes é o jeito que o parceiro tem de valorizar, se preocupar e demonstrar afeto. Para outros, o ciúme é um problema certo, alimentado por inseguranças, brigas, pensamentos de perseguição, traição e mentira. São comportamentos que se apresentam em situações simples, como uma chamada não atendida, mensagens no celular, amizades nas redes sociais ou no trabalho.  A relação se torna um terreno, onde pouca coisa não se transforma em motivo para o ciúme.

As cicatrizes de relações que não tiveram sucesso e a baixa estima, tanto em mulheres, quanto em homens, reforçam esse tipo de comportamento em uma relação, que são nutridas por pensamentos como: “Por que ele(a) não me entende?” “Será que não sou interessante?” “Não sou bonito (a) o suficiente para ela(e)”. “Pra quê sair com os amigos do trabalho?” “Eu preciso ver as mensagens dele no celular”. O ciumento não nota, mas agindo assim, as chances de desenvolver um comportamento possessivo patológico é iminente.

Nesse nível, o ciumento perde o discernimento do que faz, mesmo colecionando perdas no trabalho, qualidade do sono, amigos e o desenvolvendo outros transtornos, como  por exemplo, a ansiedade.  Suas atitudes se tornam sistemáticas, sustentadas por pensamentos negativos, acusações sem provas concretas e medo de traição – este último é mais recorrente entre os ciumentos.

O ciumento possessivo precisa buscar ajuda

Aprender a controlar esse comportamento é o primeiro passo, o que só é feito em conjunto com o necessário amparo profissional. É um processo de revelação do que está por trás dos medos que constituíram o ciúme possessivo. Muitas vezes, a causa foi gerada em uma fase da vida em que o parceiro nem existia na vida do ciumento.

A terapia é um acompanhamento que fomenta o autoconhecimento, incentiva a inteligência emocional e contribui para resoluções maduras nos acontecimentos da vida. E no caso do ciúme, essa alternativa visa mostrar que é possível gerenciar toda a carga de sentimento de medo e inseguranças, além do afeto.

 

4 Coisas que você pode fazer para controlar o ciúme

Autoestima

Com a autoestima em dia, a pessoa fica mais feliz, satisfeita e segura consigo mesma. E isso se reflete nas relações interpessoais naturalmente. Permita-se a uma autoavaliação da sua autoestima e, se precisar, busque ajuda para encontrar o equilíbrio, primeiramente, com você mesmo(a).

Diálogo

Impossível resolver as adversidades da relação sem uma boa conversa. No caso do ciúmes, isso também funciona. Abra o coração e compartilhe as inseguranças. Fale abertamente com seu parceiro(a) como se sente, deixando às claras, todas as inseguranças. Mas olha, seja sincero com você mesmo(a) e com o parceiro (a).

Inteligência emocional

Exercite sua capacidade de autoconhecimento sobre os sentimentos. Isso inclui percebê-los, controlá-los e não transferir para o outro, a responsabilidade do seu bem-estar emocional.

Autocuidado mental

Carregue apenas aquilo que for seu e livre-se dos pensamentos negativos, pois, essa frequência ecoa e pode afetar as relações, muito além, dos relacionamentos amorosos.

É importante que – dentro da relação – o casal converse sobre ciúmes, sem romantizar as consequências desse comportamento e amadureçam juntos condutas saudáveis e  de confiança, é claro.

Agora me conta, você é ciumento (a)?