Uma das demonstrações de afeto mais genuína é o abraço ou entrelaçar das mãos. Mas a chegada da Covid-19 e de um novo normal da noite para o dia fez isso mudar. De repente, não podíamos mais abraçar as pessoas ou tocar as nossas mãos.

Além do toque, também tivemos que adiar aquele tão esperado date, casamento ou barzinho com o crush.

Nossa comunicação, agora, se deu pelo olhar já que precisamos estar o tempo todo de máscara. O olhar, que por alguns já foi banalizado, se tornou o nosso jeito de comunicar. Tudo isso, porque virou recomendação médica não tocar na outra pessoa.

A palavra quarentena que foi uma das coisas mais pesquisadas em 2020, segundo o google trends, mudou todo o nosso cotidiano e quem ganhou ainda mais força nesse período foi a internet, os encontros virtuais e os romances momentâneos estiveram mais presentes na vida de muitas pessoas solteiras, por exemplo, enquanto os em relacionamento sério tiveram de se adaptar ao novo normal.

Os aplicativos de relacionamentos estavam na palma da nossa mão, literalmente, porém com a chegada da quarentena eles ganharam ainda mais força: o Happn cresceu 18% na troca de mensagens e o Par Perfeito 70% no crescimento de novos usuários. Afinal, não temos para onde sair, mas ainda podemos manter a conversa com quem nos atrai fisicamente e intelectualmente.

Aplicativos de relacionamento

Neste período, o número de pessoas que praticam sexting teve um aumento. Segundo a CNN Healting, 8 em cada 10 pessoas praticam esse tipo de mensagem. Mas o que é sexting? Bom, é a troca de mensagens mais quentes que podem terminar com troca de nudes. E isso é mais comum do que se pensa, afinal atire a primeira pedra só quem nunca mandou uma mensagem de duplo sentido para o @, não é mesmo?!

Alguns casais que passam muito tempo longe acabam usando essa técnica para manter a chama acesa, por exemplo, na série Emily em Paris, da Netflix, a personagem principal fica longe do seu então namorado e ele sugere por mensagem que os dois se masturbem pensando um no outro. Essa é uma forma de sexting.

Atitudes como essas fazem parte de um “novo normal”. Assim como, também cuidamos mais da nossa saúde mental e estamos mais dispostos a ouvir e entender as fragilidades do outro. Também aprendemos a impor os nossos limites nesse período e compreender o que realmente somos ou ao menos chegar perto disso.

Aliás, a saúde mental foi muito debatida durante esse período, inclusive, relacionamentos abusivos. Esse tema veio à tona, após muitas mulheres denunciarem que estavam sendo vítimas de agressões durante o isolamento – em 2020, a prefeitura de São Paulo atendeu mais de 24 mil casos.

Vimos pelas redes sociais muitas dicas de como se relacionar melhor durante o isolamento e o reconhecimento do que queremos em um parceiro, mesmo que seja para algo casual.

Com amor, Amora