A ideia de que terapia ou psicoterapia é atribuída a pessoas com algum distúrbio mental ainda é latente para muita gente, porque ninguém quer ser associado a um perfil de comportamento considerado anormal. Esse receio fomenta o distanciamento por busca de ajuda individual e para os casais, tema do nosso encontro de hoje.

Para muitos casais, levar a crise da relação para o consultório é mais uma prova de que o casamento fracassou ou, então, a constatação da incapacidade – individual – de lidar com o parceiro(a), sendo necessária a intervenção de uma terceira pessoa, o profissional de saúde. Mas, a terapia é o que pode ajudar – e muito – a arrumar a casa.

Os motivos que deixam a casa do relacionamento fora de ordem são diversos: brigas constantes, olhar crítico nos comportamentos do parceiro, falta de diálogo, de tempo para momentos a dois, de sexo, de admiração que, por muitas vezes nutria a paixão, traição, ciúmes, acomodação e  até competitividade.

Sim, tem casal que descobre durante a terapia que enxerga o parceiro(a) como um concorrente e essa é apenas uma das possíveis descobertas proporcionadas pela terapia.

Essa resistência leva os casais para o consultório no pior momento da relação. No entanto, preciso dizer, que  é absolutamente viável trabalhar os pontos mais frágeis do relacionamento de forma preventiva, procurando ajuda quando os primeiros conflitos não forem superados.

Na terapia, o casal tem a oportunidade de colocar os “pingos nos is”, mas com a finalidade de equilibrar as diferenças, dividir as obrigações, encerrar as competições, melhorar a comunicação, a percepção pelas qualidades do parceiro(a) e claro, o sexo. Vale ressaltar que o sexo nunca deixará de ser pauta na terapia de casal e claro, sempre com muita ética e sigilo profissional.

A terapia não apresentará uma fórmula mágica

A terapia não apresentará uma fórmula e nem fará mágica para resolver todos os problemas do casal. Pelo contrário. Em cada encontro – e é importante que os dois participem – a mediação do profissional levará o casal ao desenvolvimento da inteligência emocional, sobretudo, recuperar o que ficou perdido por um tempo, restaurando a admiração, a paixão e o prazer por estar em companhia do parceiro.

E não precisa estar oficialmente casado no “papel” para fazer terapia. Casados, namorados ou noivos, podem embarcar nessa experiência de busca por melhor compreensão da vida de casal. Essa é a parte mais legal desse caminho, porque não há nada relacionado a formato de relacionamento que limite ou dificulte o acesso ao acompanhamento.

Nessa jornada, a contribuição do terapeuta é capacitar o casal a enfrentar os momentos de dificuldade com análises claras e solucionadoras.

Por isso, é de suma importância que o casal sinta-se à vontade com o terapeuta, para que haja o máximo de entrega no compartilhamento de sentimentos e situações que levam conflito entre o casal.

Contei vários pontos positivos da terapia de casal. Mas, você deseja profundamente viver melhor com seu parceiro(a)? Seguir no relacionamento é  o que você realmente quer? Essas perguntas são fundamentais para iniciar esse acompanhamento. Você precisa ter certeza do quanto essa relação é importante e necessária para valer essa caminhada. Ser sincero(a) consigo mesmo(a) já é o primeiro passo.

Reflita e chame seu parceiro (a) para essa experiência.