Decidi começar a conversa de hoje com uma pergunta, porque desejo que você a faça para si mesmo logo de cara. A escolha da palavra “desconectado” também foi de propósito, porque o seu antônimo não sai da nossa rotina. Quantas vezes por dia você se conecta à internet? Imagino que diversas vezes, a ponto de jogar o celular e dizer: tô de saco cheio dessa internet!

É o que nós fazemos quando nos desconectamos. Porém, a gente retoma no dia seguinte à rede social e aos e-mails, como se nada tivesse acontecido. E por que você se conecta de novo? Porque tem coisas interessantes por lá. Coisas que você se identifica,  atrai, preenche e satisfaz.

Mas com a sua licença, gostaria de fazer uma correlação dessa história que acabei de contar, com as relações de casais que estão distantes – sem pegar um avião – e separados – sem se divorciarem. Sei que com o passar do tempo, a rotina de trabalho, desafios profissionais, filhos e tantos outros fatores externos, podem criar um cenário de maior chance de desconexão.

Esse clima ganha força e é sustentado pela falta de interesse um pelo outro.  E aqui não quero que você comece a movimentar a cabeça na tentativa de eleger um culpado. Pelo contrário, tente pensar sobre os motivos que levaram você a essa conexão. Considere como seus valores são semelhantes aos do seu parceiro (a). O que fez você se conectar com seu parceiro (a) quando tudo começou?

 

Saiba mais sobre você e conecte-se

O que realmente conecta as pessoas são as compatibilidades. E elas não deixarão de existir. No entanto, ao longo do processo que é viver, as pessoas passam por diversas mudanças. É como se fossemos coletores de saberes e que se somam ao nosso comportamento. Deixamos de ser quem somos? Não! Somos quem somos, só que, com um pouquinho a mais daquilo que nos propomos a aprender a cada dia. E o defeito pode estar aí, porque não dividimos com o parceiro(a) essas mudanças e tudo vira uma grande surpresa.

Este ano, quantas coisas novas você aprendeu e dividiu com seu parceiro(a)? Quantas vezes você disse para ele(a) que sentia falta de algo? Já expressou sobre aquilo que você não gosta mais? Já expôs como se sente neste relacionamento? As respostas dessas perguntas dirão como você tem se conectado consigo e com seu companheiro(a).

O relacionamento deve ser um ambiente seguro para ser você mesmo, com seus desejos, vontades e partilhas. E mesmo que, em algumas situações seja difícil, é possível desfrutar do melhor a partir da disposição. Penso até que seja esse o segredo: Dis-po-si-ção.

E como você já chegou até aqui, vou fazer uma pergunta: Sente-se desconectado com seu parceiro(a)? Com que frequência têm pensado sobre isso? Já tentou conversar? E aqui preciso deixar claro que não é Discutir a Relação – a famosa “DR”- e sim, uma conversa franca,  renovadora e sem apontamentos sobre um tema importante para ambos.

Três maneiras para se conectar com o parceiro

  • Comunique-se: A comunicação é extremamente importante para qualquer momento do relacionamento, principalmente, no processo de reconexão, exigindo dedicação e atenção. “Como foi seu dia” é só o começo!
    Dica bônus: Leia sobre Comunicação Não Violenta. Vai ajudar você a transmitir o que sente de forma objetiva e com empatia.
  • Desconecte-se: Menos online e mais presente. O celular tem sido o principal fator de desconexão dos casais. E com certeza será pauta nesse processo. Jogue limpo! Faça acordos! E quando estiverem juntos, evite se distrair com o celular.
  • Programe-se: Façam coisas juntos! Inclua seu parceiro(a) em atividades. Resgate programas legais que os dois faziam. Vale caminhada, pedalar, maratona de série e sexo, muito sexo. Se joga na criatividade e faça um encontro (em casa) poderoso com seu parceiro.
    Dica bônus: Faça uma foto legal, com carinha de pensativa e manda para ele durante o expediente com a seguinte legenda: “Dá pra sair da minha cabeça e entrar em outro lugar?”

“Os opostos se distraem e os dispostos se atraem” – O Teatro Mágico 

Torço muito que você esteja disposta(o) para essa reconexão.

 

Com amor, Dra. Gabi!