Gisele Faresin, ou simplesmente Gica, tem 37 anos, gaúcha, leonina com ascendente em câncer. Status de relacionamento? Bom, vamos chamar de à la Anitta e uma sexualidade livre. A Empresária, empreendedora, comunicadora, programadora neurolinguística e entusiasta da sexualidade e liberdade feminina é a fundadora da Amora Prazer que é literalmente o que chamamos de uma em um milhão.

“Meu sonho é mudar o mundo. Fazer com que ele seja um lugar com menos desigualdades e as pessoas possam ser o que elas são sem que os outros se sintam incomodados a ponto de machucar e fazer coisas ruins. Hoje, eu consigo impactar e gerar algum tipo de mudança na questão de gênero”, pontua Gisele.

“Eu sou muito apaixonada por seres humanos. Ouvi-los e tentar entendê-los mesmo que pensem diferente de mim”, afirma Gisele Faresin

Entretanto, a Gica também não é a mulher do business o tempo todo. Ela se diz uma pessoa que gosta de meditar e fazer boxe: “São os meus hobbies e as minhas paixões, mas a principal paixão é falar sobre o feminino e o espaço da mulher no mundo. Eu sou muito apaixonada por seres humanos”

Ok, mas por que a Amora Prazer existe?

O projeto, que conta com a maioria mulheres, tem o objetivo de desconstruir a visão da sociedade sobre a sexualidade feminina e quebrar tabus. Contudo, o nome veio de um jeito peculiar.

“A história da Amora é muito bonita. Eu estava no meio do mato meditando, uma meditação bem intensa e eu tive o insight do nome de um projeto que estava na minha cabeça [A Amora] faz uns dois anos e veio esse nome. Hoje, ele me parece muito óbvio, porque amora é o feminino de amor e essa é a primeira coisa que nós buscamos”, explicou Gisele Faresin.

Amora é o feminino de amor e essa é a primeira coisa que nós buscamos, diz fundadora da Amora Prazer

A idealizadora destaca a particularidade que a fruta Amora carrega: “É uma fruta doce, saborosa, delicada e como fruta ela faz várias referências à intensidade de ser mulher, e acho que isso tem a ver com essa força e potência de ser mulher”.

“A Amora Prazer vai levar a coisa mais preciosa do mundo para as mulheres que é o conhecimento. Então, com um time de mulheres super qualificado que temos, o nosso trabalho é pegar conteúdos mais densos da área médica, por exemplo, e trazer para uma linguagem do dia a dia para que o máximo de mulheres tenham acesso à informação. Porque conhecimento empodera”, contou.

A ideia de a Amora Prazer existir está relacionada a ausência e necessidade de mulheres se autoconhecerem, explicou Gisele. Ela destacou que o projeto pode proporcionar que outras manas tenham acesso a um conteúdo de qualidade de forma acessível além de, claro, desconstruir uma sociedade patriarcal opressora.

Falar sobre sexualidade feminina não criou barreiras, abriu muitas portas

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, Gisele pontua que falar sobre a sexualidade não criou barreiras, pelo contrário, abriu muitas portas já que o tema é tão necessário. E ainda trouxe um benefício pessoal para ela.

“Na verdade, tem um alivio, quando eu começo a conversar com um cara e conto o que eu faço, se ele não for desconstruído automaticamente ele vai se afastar e eu acho isso ótimo, porque mostra que ele não é o tipo de homem que eu quero me relacionar”

Para Gisele, o assunto também proporcionou que ela conhecesse outras mulheres: “Ter a possibilidade de uma mulher pegar na tua mão, receber um e-mail ou uma mensagem contando como foi impactada e transformada com aquilo que você ajudou a canalizar é lindo demais. Emocionalmente demais. Já chorei dezenas ou centenas de vezes quando isso acontece”.

Para saber um pouco mais sobre a nossa especialista, confira a resposta da Gisele Faresin para quatro perguntinhas das Amoras:

Gisele Faresin, ou simplesmente Gica, 37 anos, gaúcha, leonina com ascendente em câncer. Status de relacionamento? À la Anitta e uma sexualidade livre. Empresária, empreendedora, comunicadora e entusiasta da sexualidade e liberdade feminina. A sexualidade sempre esteve presente na vida da Gisele que fundou a Amora com a intenção de expandir conhecimento para outras mulheres.

Quais livros levaria para uma ilha deserta? O Mito da Beleza – da Naomi Wolf: “Cada vez que leio amplio minha percepção sobre como o espaço da mulher foi cruelmente construído”.

A Bíblia da Vagina, da Jen Gunter: “Ainda não tive tempo de ler, mas já dei uma olhada e já estamos aplicando essas informações super recentes em nossos conteúdos, então uma ilha deserta seria ótimo pra terminar a leitura.”

#Girl Boss, da Sophia Amoruso: “Esse é pra dar uma energia maravilhosa pra quando queremos construir algo novo, com os recursos que temos e muita visão de futuro. Caso eu quisesse sair da ilha (acho que eu não iria querer) ela ajudaria a me motivar a construir uma canoa ou algo parecido.

O que você faz para não pirar durante o caos? “Medito, depois medito, depois medito, depois dou uns socos no saco de pancada”

O que todo mundo ama, mas você detesta? “Cogumelos (eles têm textura de carne e eu sou vegetariana faz 20 anos)”

Música pra hora do sexo: The XX (qualquer álbum deles) e Rock and roll clássico.